apresentação pessoal

Sou filósofo clínico e há muitos anos atuo na prática terapêutica de consultório - como também à longas distâncias, via MSN ou por telefone (de Tim para Tim), atendendo partilhantes. Escritor, poeta, professor universitário e conferencista nacional, tenho pesquisas, palestras e vivências nos EUA e em vários Estados brasileiros, acumulando larga experiência de comunicação e trabalho com indivíduos, com pequenos e grandes públicos. Em Goiânia, tive a alegria de criar e apresentar o Café Filosófico, um evento que acontece duas vezes por mês, e conta com a parceria do Bolshoi Pub e do Frans Café.
 
Filósofo pela Universidade Federal de Goiás (1991) e mestre em Filosofia Política pela Universidade Federal de Goiás (1996). Especialista em Filosofia Clínica pela Faculdade Padre João Bagozzi (2002) e em Docência Universitária pela Universidade Salgado de Oliveira (2005). Filósofo clínico pelo Instituto Packter (2007), do qual sou membro fundador do Conselho de Representantes.
 
Mas, deixando os títulos e falando de mim,  desde criança eu queria ser aquilo que só mais tarde descobri chamar-se “clínico”. Ainda bem menino queria ser “parapsicólogo” ou, como eu entendia na época, "aquele que estuda coisas da alma". Depois descobri que o termo que eu procurava para me definir era bem outro. Sim... depois de querer ter sido veterinário, isto é, "aquele que gosta de cuidar de cachorrinhos", eu queria mesmo era ser “um cuidador de pessoas”. 
 
Comprava e lia tudo sobre filosofia, literatura, antropologia, religiões comparadas, psicologia e coisas do gênero, sempre que visitava uma conhecida livraria da minha cidade, Goiânia. Foi assim que logo passei às grandes leituras a que me dediquei na juventude, conhecendo Sigmund Freud, E. Fromm, C. G. Jung, Sócrates e Platão, A. Kardec, André Gide, Karl Marx, Nietzsche, Sartre, Fernando Sabino, Clarice Lispector e Fernando Pessoa. E outros irmãos, pais e mães de minha alma faminta.
 
Depois que entrei na faculdade de filosofia, nos cursos que se seguiram e, principalmente, com as grandes amizades e pessoas notáveis que encontrei pelo caminho... reaprendi a ler e escrever. Descobri as artes da argumentação, da eloquência e da vaidade, para finalmente então aprender a desaprender essas tolices de palco, de professorados e outras mazelas do público. Escrevi textos, pequenas crônicas e poesias. Rasguei muitos, queimei outros e publiquei algumas letras sobreviventes.
 
Porém só mais tarde, e ainda hoje, é que entendi o mais alto valor do conhecimento, sua espiritualidade: o extraordinário poder do diálogo, a arte de nos entender uns com os outros. Conclusão que em tudo se repete dentro de mim, a exemplo do mestre Sócrates, pois quanto mais eu estudo, maior o mundo fica, mais descubro que nada sei e, em meu pequeno tamanho, compreendo a beleza e a humildade de sermos todos aprendizes. Em resumo e em poesia, nas antigas palavras do homem de Tarso, “ainda que eu tivesse todo o conhecimento e não tivesse amor, eu não teria nada".