Depoimentos

“É com muito prazer que introduzo para o público a presente obra de Will Goya: A Escuta e o Silêncio. Em primeiro lugar porque se trata de uma pessoa cuja vocação para a psicoterapia se declarou muito cedo, ao ponto que aos 18 anos já estava em Brasília fazendo conosco a formação da nossa UNIPAZ com um razoável conhecimento de todos os grandes pioneiros da psicoterapia moderna [...]. Ele sabe se transformar em ouvido atento, não somente ao conteúdo da fala, mas também às muitas linguagens não-verbais, nas suas diferentes expressões fenomenológicas. Com certeza este livro de filosofia constitui uma grande contribuição à psicologia e a todos que atualmente procuram cuidar do Ser”

Pierre Weil foi um dos mais importantes educadores e psicólogos de nossa época - mensão honrosa da UNESCO. Ex-aluno de Piaget, Caruso e Moreno. Foi presidente fundador da Unipaz (UnHI) (1924-2008)


"Dentre todas as pessoas que conheço nenhuma é tão generosa, tão aberta ou tão capaz de escutar o outro sem silenciá-lo. A sua integridade é a sua verdade e a sua verdade é a sua integridade. Um ser de raríssima sensibilidade, capaz de arrancar os próprios olhos para ver além de si mesmo, jamais tolhendo quem quer que seja em sua plenitude e diferença. Dentre todas as pessoas que conheço é aquele que encarna até a medula as virtudes da coragem, honra, prudência e sabedoria. Ao longo dos nossos mais de 20 anos de amizade não conheci ninguém melhor amigo, mais justo ou cuja sensibilidade e inteligência fossem iguais. Meu amigo, meu irmão, meu mestre em todas as horas, é o melhor de todos nós."

Prof. Dr. Weber Lima, Filósofo (UFG) e Sociólogo (UnB) blog weber lima


"Will é e será sempre inspiração para um novo "ser"... Respira vida e alegria com fino glamour de sabedoria e elegância... Eleva com grandeza e presteza o que somos e para que viemos... Faz sua parte nesta Terra por ser um "ser" melhor fazendo seres melhores... Com suas sábias palavras e ações..."

Daniella Crispim, ex-aluna de filosofia geral


"Uma pessoa que nasce e renasce a cada dia como alguém que realmente quer viver intensamente, gozando da plenitude de suas potencialidades na filosofia, na poesia, nos amores, nas paixões, nas amizades... Acima de tudo, alguém que em tudo que faz procura fazer com amor."

Marcelo David, amigo e partilhante

Quem sou eu

Falando de títulos e atividades, escrevo poesias, sou filósofo clínico e, desde 1994, professor universitário. Tenho graduação em Filosofia pela Universidade Federal de Goiás (1991) e mestrado em Filosofia Política pela Universidade Federal de Goiás (1996). Dedico-me aos estudos de Filosofia Clínica desde 1998. Atualmente realizo pesquisas avançadas sobre ética e compaixão no doutorado institucional do Instituto Packter/POA. No exercício da clínica filosófica, realizo atendimentos em consultório e pela internet, com partilhantes à distância, utilizando os recursos MSN e Skype. Membro do Conselho de Representantes do Instituto Packter, além de terapeuta e palestrante, faço consultorias de ética - gestão de conflitos interpessoais - em instituições filantrópicas e empresas. Com pesquisas e vivências nos EUA e em vários estados brasileiros, acumulo larga experiência de comunicação e trabalho com indivíduos, com pequenos e grandes públicos.

Falando de mim, do meu lado filósofo (o lado de dentro), desde criança eu queria ser aquilo que só mais tarde descobri chamar-se filósofo clínico. No começo achei que seria parapsicólogo ou, como eu entendia na época, "aquele que estuda coisas da alma". Depois descobri que o termo que eu procurava para me definir era psicólogo. Sim, depois de querer ser veterinário, "aquele que gosta de cuidar de cachorrinhos", eu queria mesmo era ser psicólogo. Naquele tempo eu lia tudo o que me parecia mágico, revelador dos grandes mistérios da natureza humana. Emocionava-me gravemente. Lembro-me de haver lido a coleção de Joseph Murphy, O Poder do Subconsciente, feito em linda capa azul-escuro e letras douradas. Eu próprio tinha desenvolvido incríveis poderes mentais, como a exemplo de usar a força do pensamento positivo, repetindo para mim mesmo, enquanto esperava no ponto de ônibus: "o ônibus vai aparecer... o ônibus vai aparecer!". Às vezes demorava um pouco, mas sempre funcionava.

Lia coisas do gênero e costumava visitar uma conhecida livraria da minha cidade. Foi quando aos 9 anos eu achei e comprei o Manual Completo de Análise Transacional, de W. Stanley, M. Brown e K. Huige. Não entendi nada, mas era lindo. Somente dez anos depois conheci melhor do assunto quando iniciei uma formação em Brasília com Roberto Crema, autor de Análise Transacional Centrada na Pessoa... e Mais Além. O que me encantou, quando menino, foi o fato de se tratar de 1. ser um "manual", o que me facilitaria entender tudo; de 2. ser "completo", com todas as respostas que eu buscava num só livro; e 3. por se tratar de uma "análise transacional", que por me parecer tão complexo deveria ser bastante científico, pois eu queria muito tornar-me "científico". Graças a Deus, havia outros livros naquela livraria que eu também vim a conhecer, comprar e ler. Foi assim que logo passei às grandes leituras da minha juventude, conhecendo Freud, Jung, Kardec, André Gide, Marx, Fernando Sabino, F. Pessoa e Sartre.

Depois que entrei na faculdade de filosofia, nos cursos que se seguiram e, principalmente, com as grandes amizades e pessoas notáveis que encontrei pelo caminho, reaprendi a ler e escrever, descobri as artes da argumentação, da eloqüencia e, cada vez mais, o extraordinário valor do diálogo. Já não importa o quanto mais eu faça isso, a conclusão que retiro se repete tanto em mim, quanto em muitos na história do conhecimento, desde Sócrates: quanto mais estudo, o mundo se torna maior, mais descubro que eu nada sei. Mas posso resumir à minha maneira o que aprendi de mais importante, nas antigas palavras do homem de Tarso, aquilo que também me ensinou a Filosofia Clínica: "ainda que eu tivesse todo o conhecimento e não tivesse amor, eu não teria nada".